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27/05/2016

Vinícola gaúcha é primeira da América Latina 100% movida a energia solar

Um parque solar com mais de 600 placas (painéis foto-voltaicos) está em funcionamento desde meados de maio na Guatambu Estância do Vinho, em Dom Pedrito. A segunda edição do vinho Épico iniciou seu envase com 100% de energia limpa. O parque tornou a Guatambu a primeira vinícola da América Latina a ser movida a energia solar. O projeto esteve em período de teste a partir de 2013, com 18 painéis instalados fornecendo parte da energia para as instalações.

A radiação solar na região da Campanha Gaúcha é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica. Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar indústrias e residências. “Na região da Campanha, temos em média 3.200 horas de sol durante o ano, uma energia que chega de forma gratuita, limpa, silenciosa e inesgotável”, conta o sócio-proprietário da Guatambu, Valter José Pötter. “Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano”.

O principal objetivo do projeto de energia solar é fazer  com que o empreendimento seja gerador da sua própria energia, aproveitando a nova resolução normativa da ANEEL. Ela estabelece o sistema de compensação de energia elétrica no Brasil, possibilitando que os consumidores possam reduzir custos de eletricidade construindo seus próprios geradores com até 1MW de potência instalada e realizem uma compensação do que foi produzido e trocado com a rede de distribuição, abatendo mensalmente os valores na fatura de energia.

O investimento de R$ 1,5 milhões tem previsão de retorno em oito anos. Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a redução na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada. “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira, de energia e ganhos ecológicos”, afirma Pötter. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”. As placas também servirão como cobertura do estacionamento, na entrada da propriedade. Todos equipamentos foram importados de empresas da Itália e Alemanha.

O próximo passo é tornar o negócio vitivinícola pioneiro na utilização do Selo Solar. “É muito importante destacar nossa preocupação com o meio ambiente aos nossos clientes. Com o selo, ele terá a informação de que está consumindo um produto fabricado utilizando a energia limpa”, diz.

A vinícola também busca a sustentabilidade no fornecimento de água do local. Reservatórios foram construídos para captar água da chuva, que é utilizada, por exemplo, para a irrigação dos jardins. Outra parte segue para estação de tratamento, construída dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, produzindo 500 litros de água potável por hora, que é utilizada para no complexo industrial e enoturístico. Nos vinhedos, em 2014, a sócia-proprietária e enóloga da Guatambu, Gabriela Hermann Pötter, implementou um projeto-piloto com uma técnica sustentável e ecológica no controle de doenças fúngicas, com a utilização de micro-organismos que combatem naturalmente os fungos sem o uso de químicos.

Vantagens da energia solar

  • Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;
  • Baixo impacto ambiental ;
  • Fornecimento de maiores quantidades de eletricidade nos momentos de maior demanda (ex.: o uso de condicionadores de ar e dos sistemas de refrigeração dos tanques e câmaras frias é maior no verão, quando há maior incidência solar e, consequentemente, maior geração elétrica solar);
  • Rápida instalação, devido à sua grande modularidade e curtos prazos de instalação
  • Energia limpa, sem resíduos
  • Sem ruídos
  • Inesgotável
  • Ilimitada

 

Desvantagens

  • Investimento alto – em média R$7.500,00/Kwp
  • Retorno a médio prazo
  • Variações de produção conforme luminosidade

 

Fonte: Blog Mundo dos negócios

Crédito da Imagem: Alexandre Teixeira